Diferenciais de Um Bom Profissional de Banco de Dados

Algumas pessoas me perguntaram se eu não durmo, como dar conta de diversos projetos e monitoramento de servidores.

Então aqui vão meus 5 cents.

Certa vez ouvi de um professor de música a seguinte frase: “o que o faz o violeiro não é a viola, mas sim o talento”.

Mesmo assim eu não consigo imaginar Steve Vai tocando com um bandolim. Não que eu não acredite no talento dele, mas certamente uma Ibanez realça o mesmo.

… mas voltando ao assunto tempo e os servidores. Acredito que o que colabora para ser eficiente e eficaz no caso de um DBA são os fatores: estudo, ferramentas, dedicação e a satisfação de realizar esse trabalho.

Estudo: eu sei que isso é um jargão “mas nos dias de hoje …” enfim, o mínimo que nós profissionais de banco de dados devemos fazer é andar no ritmo dos meios de controle de dados, ou seja, estar sempre atualizados.

Cada cliente é um cenário e em cada cenário há algo diferente, imprevisto ou desafiador.

Eu não acredito que uma educação formal seja o suficiente, mas também não creio que seja desnecessária.

Certificação, graduação, pós-graduação, mestrado, doutorado, idiomas são todas formas de engrandecer nosso conhecimento, formar novas ligações neurológicas e nos tornarmos menos compadecentes da intervenção divina nos problemas de migração, restore e etc.

Ferramentas: ainda que o SQL Server seja um ótimo SGBD e que as ferramentas do pacote da Microsoft sejam completas, um facilitador para verificar um restore ou um serviço que envia e-mail conforme os contadores de um servidor pode ser um diferencial para quem quer ser eficiente e eficaz.

Uma vez escutei de um aluno: “eu sou um “cara de infra não preciso saber programar”. Neste momento como um bom MCT respondi: “saber programar é um diferencial para o “cara de infra, assim como entender de infra é um diferencial para o “cara de desenvolvimento”.

Podem acreditar! Ferramentas de terceiros são uma mão na roda.

Veja o site da Red Gate ou tenha uma ideia por este vídeo: http://embed.buto.tv/d6Ftb

Agora um DBA que consegue ensinar um desenvolvedor a colocar o nome da aplicação no conector do .NET na hora de abrir a conexão certamente fará a diferença.

Não podemos esquecer do Power Shell que certamente “exclui os fracos dos fortes. Para saber mais sobre Power Shell recomendo o blog do meu amigo Larte Júnior.

Ainda na linha das ferramentas de desenvolvimento, quando houver uma migração de dados, uma importação gigantesca ou algo similar vocês vão querer ter ouvido falar do Integration Services e irão lembrar que eu falei da importância de saber programar .Net. Para saber mais sobre SSIS recomendo o blog da minha amiga Andressa Martins.

Dedicação: estudar muito, saber um pouco de cada tecnologia e ser especialista em Banco de Dados exige duas coisas: dedicação e paixão.

Alguns ex-alunos já comentaram comigo coisas do tipo: “DBA ganha bem”, “trabalhar com banco de dados da dinheiro”. Leitores, isso é mito. Eu não conheço nenhum DBA rico de dinheiro, mas conheço muitos que vivem bem e são satisfeitos com o seu trabalho.

Dinheiro x Responsabilidade. E se o banco de dados parar? Se corromper? Se não entrar no ar? Claro que todo o profissional de TI passar por algum tipo de pressão. No entanto, eu estou me referindo a uma responsabilidade impagável. A de conseguir dormir sabendo que esta tudo sob controle.

Satisfação pelo trabalho: não acredito em bom profissional que não ama o que faz. Eu tenho prazer de trabalhar, de receber problemas e esquentar a cabeça pensando em solucionar ou passar noites sem dormir para ver um serviço de qualidade.

Leitores, minha intenção neste post foi sintetizar o que eu venho dizendo para colegas, clientes, alunos e amigos. Estudo, dedicação, ferramentas e a satisfação são os diferenciais para se tornar um bom profissional de banco de dados.

2 comentários sobre “Diferenciais de Um Bom Profissional de Banco de Dados

  1. Grande Rodrigo, sabias palavras. Conhecimento em assuntos relacionados a banco de dados sempre sera um diferencial. No meu caso, desenvolvedor de aplicacoes desktop e web, esta vivencia em sistemas me dah muita confianca na hora de avaliar a estrutura de um banco de dados, principalmente aqueles que voce “bate o olho” pela primeira vez. Com o passar do tempo, voce ja sabe quais metodos funcionam e quais irao gerar problemas futuros. Isto evita muita dor de cabeca quando o banco fica gigante… Abraco!

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